Quem viveu a era do PlayStation 2 sabe: aquilo não era só um videogame, era uma máquina do tempo. E não falo só de nostalgia não, falo daquela sensação boa de chegar da escola, ligar a TV de tubo e passar horas imerso em mundos que hoje moram na memória. Se você teve (ou sonhou em ter) um PS2, com certeza vai se identificar com essa lista. E se nunca jogou… olha, talvez seja a hora de descobrir por que esse console é até hoje o mais vendido da história. Prepare-se: a viagem começa agora.
1. Shadow of the Colossus – A arte de jogar em silêncio
Esse aqui é diferente. Nada de diálogos longos, nada de HUD lotado, nada de missão secundária. Só você, seu cavalo Agro, e colossos gigantescos em um mundo melancólico e vazio — mas ao mesmo tempo, cheio de significado. Jogar Shadow of the Colossus é como revisitar um sonho que você não sabe se teve. A trilha sonora entra na alma, e cada batalha contra os colossos parece mais uma poesia triste do que um combate de fato. Voltar a esse jogo é se lembrar de que o PS2 também sabia emocionar com poucos elementos.
2. Bomba Patch – “Atualizado! É o Bomba, é o Bomba!”
Esse aqui nem precisa de apresentação. Se você cresceu no Brasil e teve um PS2 desbloqueado, provavelmente gritava “É o Bomba, é o Bomba!” antes mesmo da tela de início. Era futebol raiz, com narrações improvisadas, times atualizados no grito e aquele menu amarelo inconfundível. Mas o que realmente fazia o Bomba Patch ser especial era a comunidade. Gente comum criando suas versões, rodando em camelô, na escola, no bairro… Era mais do que um jogo: era cultura. Voltar ao Bomba é lembrar que jogar videogame também era um evento social.
3. GTA: San Andreas – CJ e os rolês eternos
“Ah, sh*t, here we go again.” Uma frase. Um meme eterno. Um jogo que marcou toda uma geração. San Andreas foi aquele divisor de águas. Não era só um GTA — era o GTA. Você podia personalizar o CJ, andar de bike, comer fast food, entrar na academia, disputar território com gangues e, claro, colocar os códigos mais absurdos possíveis só pra ver o caos acontecer. A real é que ninguém jogava sério. O que a gente queria mesmo era ver até onde o jogo deixava a gente ir. E a resposta era: muito longe. Voltar a San Andreas é como rever aquele amigo de infância que topava qualquer loucura.
4. God of War II – Quando o Kratos ainda era puro caos
Antes do Kratos virar um pai estoico em paisagens nórdicas, ele era só raiva pura e mitologia grega na veia. E God of War II é a definição disso. Cenários épicos, puzzles desafiadores, combate fluido e uma narrativa que te prendia do começo ao fim. Era sangue, vingança e combos que davam gosto de executar. E convenhamos: quem nunca ficou tentando pegar todos os upgrades de magia só pra ver o Kratos brilhar ainda mais? Esse jogo é a essência do que o PS2 oferecia de melhor: gameplay direto, história envolvente e ação de tirar o fôlego. Voltar aqui é lembrar de quando tudo era mais intenso.
5. Resident Evil 4 – O terror que a gente amava enfrentar

“Leon! Help!” Se você ouviu essa voz na cabeça, parabéns: você foi marcado por Resident Evil 4. E não foi só você. Muita gente considera esse o melhor jogo da franquia — e com razão. A mudança para câmera sobre o ombro, os inimigos que pensavam em grupo, a atmosfera tensa… Era impossível jogar sem suar um pouco. E o mais insano: esse jogo ainda envelheceu bem demais. Mesmo com os remakes, muita gente volta à versão do PS2 só pelo charme. Voltar a RE4 é como encarar de novo aquele filme de terror que te fez dormir de luz acesa. A diferença? Agora você sabe cada susto que vem — e mesmo assim, continua pulando.
6. Need for Speed: Underground 2 – A era dourada do tuning
Se você cresceu assistindo Velozes e Furiosos, Underground 2 era o jogo perfeito. Tuning, trilha sonora pesada, corridas de rua à noite e uma vibe que até hoje é difícil de reproduzir. Esse jogo marcou porque deixava você montar o carro dos sonhos. Neon por baixo? Tinha. Porta que abria pra cima? Também. Pista cheia de curva e chuva? Claro. Era personalização no talo e adrenalina do começo ao fim. Voltar pra Underground 2 é quase como abrir o capô do tempo e ver de novo o motor que fez seu coração acelerar nos anos 2000.
E aí, bateu a nostalgia?
Se você chegou até aqui, provavelmente sua mente já tá viajando em algum desses mundos de novo. Talvez seja o momento de tirar o PS2 do armário, ou até emular no PC só pra reviver essas pérolas. A real é que, por mais que a tecnologia avance, tem jogos que ficam — e não é só na memória, é no coração mesmo. E aí, qual desses te marcou mais? Ou será que ficou algum de fora que merecia estar aqui?